Pensando em Rede: pensar em rede, pensar-me rede




segunda-feira, 26 de abril de 2010

Pensando em rede com a quinta disciplina

Vejo muito convergência no que Senge propõe como "organizações que aprendem" e a proposta que poderíamos chamarde gestão em rede.

Acho que suas reflexões poderiam servir de ponto de partida. Como, por exemplo, os pontos elencados por Weston, D.M. e que são resgatados pelo autor:
- visão, valores e integridade (e aqui podemos avançar no ponto em como, de fato, a visão, valores e integridade de cada uma das partes do sistema pode ser incluída no processo);
- diálogo
- pensamento sistêmico (se pensarmos nos sistemas complexos, abertos-fechados, maiores e menores que a soma de suas partes, em fluxo, poderemos nos aproximar da noção das redes).

Como já sabido, a comunicação desempenha um importante papel neste cenário. Quando o autor coloca que há uma ligação intrínseca entre conversação (diálogo) e autogoverno, faço o link com a rede, em que o próprio motor é o fluxo de informação, de conversação. A conversação tem, na formação da rede, um papel essencial, assim como se torna pressuposto da idéia de rede a noção de autogoverno relativo a cada uma das partes que constituem o sistema (essa visão é desafiadora no contexto do segundo setor), implica a noção de multiliderança.

Filosoficamente, penso que podemos superar a dicotomia mundo interior-exterior (e isso traz transformações importantes à prática... - esta é para pensarmos juntas!)

Ainda, creio que podemos superar a idéia de modelos mentais, puxando para a perspectiva da inteligência coletiva (talvez Pierre Lévy possa ajudar...)

Nas palavras do autor: "Essas equipes de aprendizagem podem também estar no topo. Mas as da alta administração muitas vezes estão afastadas das políticas operacionais-chave e têm menos influência para a criação da mudança do que normalmente se pressupõe. Portanto, na melhor das hipóteses, elas podem fazer parte de um esforço de aprendizagem maior, em vez de serem os "propulsores", responsáveis por fazer a mudança acontecer."

Neste trecho lembrei do que conversamos sobre a utilização da ARS (Análise de Redes Sociais) na compreensão dos fluxos de comunicação/informação/aprendizagem dentro de uma instituição. Análise que acaba por relativizar a leitura da empresa pelo organograma, transfigura-o, apresentando um ponto de vista mais contundente com relação às dinâmicas da empresa, às suas práticas cotidianas.

Retomemos os elementos inevitáveis de uma "organização que aprende":


2 comentários:

  1. É incrivel como as teorias da Administracao têm me parecido muito ocas, vazias, comprometidas com o ganho de capital pelo financiador. Isso dificulta meu dialogo... preciso superar isso...

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  2. Leli, ajusta ali o teu perfil: Mestre em Psicologia...

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